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sábado, 2 de janeiro de 2016
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
XXXV Salão de Artes Plásticas "Waldemar Belisário"
(Foto: Edinir Cézar)
Foto legenda: (da esq. para a dir) A secretária de Saúde, Sônia Monteiro, a secretária da Cultura, Simone Di Fonzo, o vencedor do Troféu "Waldemar Belisário 2012", Zé Paulo, a secretária de Educação, Lidia Sarmento, e o secretário executivo da Fundaci, Emiliano Bernardo.
Salão de Artes “Waldemar Belisário”
é aberto em Ilhabela
O XXXV Salão de Artes Plásticas “Waldemar Belisário” em Ilhabela foi aberto oficialmente na noite de quinta-feira (30/8) na Secretaria da Cultura, na Vila. A abertura da mostra contou com uma apresentação especial do Coral Municipal Celina Pellizzari e em seguida aconteceu a esperada premiação das obras.
A exposição prossegue até 30 de setembro, dentro das comemorações do aniversário de 207 anos da cidade, e conta com trabalhos em pintura, escultura, técnica mista, instalação, desenho, fotografia e gravura. Realizado pela Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria da Cultura, e pela Fundaci (Fundação Arte e Cultura de Ilhabela), o salão há 35 anos vem reunindo e valorizando o trabalho de artistas não só de Ilhabela, mas também de outras cidades da região.
Uma comissão organizadora da mostra submeteu todas as obras à avaliação de um corpo de jurados indicados pela Fundação Cultural de Jacareí, composto por: Amilton Damas, Maria Carolina Câncio e Silva e Geraldo Magela dos Santos. Após a análise de cada obra, os jurados deliberaram pela seguinte premiação:
Na Categoria Pintura:
- Medalha de Ouro para a Obra “Convento Nossa Senhora do Amparo”, de Edna Camargo Mattos.
- Medalha de Prata para a Obra “Galeria”, de Renilda;
- Medalha de Bronze para a Obra “Três Moças no Jardim”, de Chris Micheletti.
Na Categoria Técnica Mista:
- Medalha de Ouro para a Obra “Janela de Ouro”, de Alessandra Cunha;
- Medalha de Prata para a Obra “Vila Enluarada”, de Evelyn Liger;
- Medalha de Bronze para a Obra “Paz”, de Sdondi.
Na Categoria Desenho:
-Medalha de Ouro para a Obra “Movimento”, de Paula Marra,
-Medalha de Prata para a Obra “Fred Astaire”, de Walkyria Muzzi Rocco.
Categoria Escultura:
- Medalha de Ouro para a Obra “Sem Título”, de Pacheco.
Categoria Instalação:
- Medalha de Ouro para a Obra “O Jardim de Frida”, de Luzia Castañeda.
Categoria Gravura:
- Medalha de Ouro para a Obra “Sem Título” de Andréa Ostapenko;
- Medalha de Prata para a Obra “A Pensar”, de Thiago Polli.
Categoria Fotografia:
- Medalha de Ouro para a Obra “O Caiçara” de Edivaldo Nascimento;
- Medalha de Prata para a Obra “Névoa”, de Angel Marquez;
- Medalha de Bronze para a Obra “O Salto”, de Paula Marra.
“Prêmio Aquisição”
- A obra “Fred Astaire”, de Walkyria Muzzi Rocco
- A obra “Sem Título” de Andréa Ostapenko;
- A obra “A Pensar”, de Thiago Polli.
Troféu “Waldemar Belisário 2012”
- José Paulo de Paula e Silva (o Zé Paulo), com a obra “Pesos e Medidas”
Serviço:
XXXV Salão de Artes Plásticas Waldemar Belisário
Local: Secretaria da Cultura, Rua Dr. Carvalho, 80 - Vila – Ilhabela-SP.
Período de exposição: 30/08 a 30/09/12
Entrada Gratuita
segunda-feira, 25 de junho de 2012
(Foto: Gabriel Migotto)
A Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Turismo e Fomento e da Secretaria da Cultura e Fundaci (Fundação Arte e Cultura de Ilhabela), expôs um belo acervo de telas de artistas plásticas Marisilda Gasbarro e Evelyn Liger durante o 11º Salão São Paulo de Turismo, que aconteceu paralelamente ao 12º Congresso do Turismo Paulista e ao 1º Encontro da Arte Paulista, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo, durante a semana passada.
As artistas - Formada em Artes Plásticas e em artes decorativas pelo Instituto de Arte e Decoração de São Paulo (IADE), Evelyn Liger retrata a natureza exuberante de Ilhabela com sobreposições de cores vibrantes e transparências somadas a outras técnicas de textura inspiradas pelas formas de sua flora e fauna.
Marisilda é arquiteta, designer, cenógrafa, programadora visual e professora de artes. Foram esses os caminhos percorridos por ela até dedicar-se, em tempo integral, às artes plásticas. Artista de múltiplos recursos, Marisilda transita com desenvoltura do abstrato ao figurativo; sendo que aqui, seu trabalho tangencia o hiperrealismo.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Artista Plástica: Capella
(Foto: Edinir Cézar)
Capella tem formação universitária em Direito Jurídico e especialização
em Aquarela pela Faculdade de Artes Plásticas Santa Marcelina e por paixão
procurou ao longo dos anos se aprimorar em desenho, gravura, pintura em tecido
e cerâmica.
Frequentando cursos extracurriculares no MUBE, MAM, SENAC, conviveu
com os ensinamentos de artistas como Ubirajara Ribeiro, Iole di Natali, Magda
Petrof, Ricardo Ramalho, Anita Santa Maria e outros.
Seu trabalho traz imagens lúdicas e alegres. São formas
atenuadas por um certo glamour referente às suas fontes de inspiração.
São mais de 30 exposições entre coletivas e individuais e acumula
diversas premiações de salões de arte em São Paulo e no Interior.
Adquira uma obra: 55 (12) 9197-6451
Artista Plástica: Cecília Moraes
(Foto: Edinir Cézar)
A arte sempre fez parte de sua vida: “Desde quando eu era pequena, minha mãe pintava e cultivava tudo relacionado às artes então tive contato com os materiais, livros, etc.”, explica a artista paulistana que morou 16 anos na França período em que, segundo ela própria, permitiu ver de tudo e aprender muito.
Na França, participou de vários salões, feiras de arte contemporânea, exposições individuais e coletivas, circuitos de ateliês abertos e também ministrava aulas de desenho e pintura. Pela Europa, trabalhou com pintura de decoração com a técnica tromp-l'oeil e produziu dioramas para exposições em dois museus de pré-história.
Voltando ao Brasil, a artista fez diversos trabalhos dentre eles para o Catavento Espaço Cultural da Ciência, do Governo do Estado de São Paulo. Hoje, em Ilhabela, Cecília ministra aulas de desenho e pintura no Espaço Cultural Pés no Chão, expõe seus trabalhos no Mercado das Artes, dentre outras atividades.
Seu ecletismo é sentido no conjunto de sua obra que experimenta diversas técnicas e materiais revelando seu trabalho que percorre do figurativo ao abstrato.
Para Cecília, esta exposição simboliza a retomada do seu trabalho pessoal já que é a primeira mostra individual desde que ela retornou ao país.
No conjunto de suas telas e gravuras existem muitos quadros dentro de um.
É para se olhar de longe e de perto pois tem vários níveis de leitura. “Meu trabalho tem um lado mais figurativo da minha percepção da natureza e outro que exterioriza paisagens interiores, mais espiritual e mais abstrato. Gosto que cada um explore descobrindo coisas novas a cada vez”, explica Cecília.
(Vanessa de Paula)
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terça-feira, 5 de junho de 2012
Artista Plástico: Márcio Pannunzio
(Foto: Divulgação)
Pérolas Negras
A arte xilográfica de Márcio Pannunzio provém da tradição da xilogravura anônima medieval, relembra os expressionistas, o esforço dos cordelistas nordestinos e incorpora heranças de gravadores europeus que, entre nós, se materializaram, por exemplo, em Oswaldo Goeldi e Marcelo Grassmann.
Mas, na obra de Pannunzio, reconhecido no circuito mundial de gravuras, há a adição de uma inquietude marcante das contraculturas e dos mestres do grotesco, desde Brueguel e Bosch até contemporâneos de comunicação imediata, como Angeli (dos Skrotinhos e da Rebordosa, principalmente), de Robert Crumb e Lourenço Mutarelli.
Fiel à gravura de topo, onde o desenho é escavado a buril e goiva na madeira guatambu (equivalente nativa do buxo europeu), Pannunzio explora flagrantes da bestialidade e da fragilidade humanas para imprimi-los (preferencialmente, em papel arroz) com tramas minuciosas e labirínticas, tirando das matrizes séries com títulos sugestivos, como ... a ânsia de amar a ânsia ..., tristes trópicos ou o triunfo da morte, temas que, em geral, permitem que ele destile seu humor ácido em “bizarros instantâneos”.
Os jogos de poder, o assédio, a promiscuidade e a banalização sexual são motes recorrentes no fabulário de Pannunzio. Em seus labirintos, que refletem a banda podre dos meandros sociais, parece não haver lugar para vacilo, piedade ou para atos gentis, muito menos doçuras ao pé do ouvido. Suas imagens corrosivas desnudam o homem contemporâneo de forma crua e impiedosa.
As gravuras de Pannunzio são confeccionadas geralmente em pequenas dimensões, processadas a partir do entalhe no toco de topo e, com translúcidos papéis especiais, consistem em delicadas jóias, espécie de pérolas negras.
(Paulo Klein)
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Artista Plástico: Zé Paulo
(Foto: Edinir Cézar)
Uma pequena parte de um grande artista
Em 1985 mudou-se com a companheira Barbara, ceramista, para a então Alemanha Ocidental, iniciando-se de maneira autodidata na arte de esculpir em argila. Logo é convidado a fazer uma exposição individual numa sub-sede da “International Amnesty” na cidade de Gelnhausen onde morou por quase dois anos. A partir daí dirige sua linha de trabalho para objetos tridimensionais, esculturas e instalações utilizando-se principalmente de argila, madeira e ferro recolhidos no meio ambiente.
De volta ao Brasil em 1987, monta seu atelier em Ilhabela onde se encontra até hoje.
Ganhou diversos prêmios em salões de arte da cidade, participou de inúmeras exposições coletivas nas cidades de Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba, São José dos Campos, Campinas e São Paulo. Teve participação hors concours em Salão de artes de Campos do Jordão fazendo parte do corpo de jurados; expôs em coletiva junto a obras de artistas como: Ademir Martins, Inos Corradine, Ana Alice Francisquetti, Antonio Carelli, Marcio Pannunzio e Gilberto Salvador. Fez parte do conselho curador da FUNDACI (Fundação Arte e Cultura de Ilhabela) em 1998/99/2000.
Escreveu contos e crônicas durante dez anos para o “Jornal da Ilha”. Viveu a bordo de um veleiro com Barbara e as duas filhas, Jacira e Jessika, durante um ano, após o que escreveu o livro “É proibido morar em barco” que já vai para sua terceira edição.
Trabalha em seu atelier à rua da Cocaia nº 1950, Ilhabela – SP.
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Artista Plástica: Marisilda Gasbarro
(Foto: Edinir Cézar)
MARISILDA GASBARRO: UMA TRAGETÓRIA ARTÍSTICA
Artista de múltiplos recursos, Marisilda transita com desenvoltura do abstrato ao figurativo; sendo que aqui, seu trabalho tangencia o hiperrealismo, movimento surgido nos EUA em meados do século XX. Nesse deslocamento entre linguagens, a artista passa do figurativismo ao tratamento intensificado da luz e vai até a abstração expressionista, através da exploração de texturas e suporte, criando grafismos gestuais e taches multicoloridas.O conjunto de sua obra revela tendências que se alternam, de acordo com os propósitos temáticos e sua expressão.
Os trabalhos abstratos de Marisilda Gasbarro somam o gesto livre ao registro vigoroso do movimento. O fundo e as formas definem-se organicamente, sobre tela ou madeira, com superfícies ricas em relevo e movimento.
Mas desde que fixou residência na Ilhabela, em 2006, sua sensibilidade parece ter sido arrebatada pelo seu entorno e a artista tem privilegiado o figurativo. Com o apoio da fotografia, Marisilda tem buscado a mais fiel reprodução da realidade. O resultado é uma leitura, com o perdão da metáfora, quase jornalística dos contextos percebidos na ilha.
by Jorge Bouquet (escritor, jornalista e cineasta,SP,2010).
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